Revista Poesia Sempre, ano 13, n.25 − Suécia

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“Este número da Poesia Sempre vai ao centro do debate contemporâneo com a seção ‘Guerra, história e poesia’.

Não a máquina de guerra, mas da poesia e da crítica, articuladas no campo da linguagem e da invenção. Assim sendo, Vera Lins aponta para um horizonte de história e poesia, tal como, em contraponto, Marco Lucchesi realiza o concerto entre história e poesia, desde as ruínas do Império Romano. Já no ensaio de Celina Moreira de Mello, o desafio da análise comparada, para além do ut pictura poesis, no diálogo sutil entre pintura e poesia. Outra formulação aparece no texto de Henrique Marques Samyn, sobre a obra de Ruy Espinheira Filho, ao sublinhar o impacto do imagético.

O poeta H. Dobal, cidadão do Piauí e do mundo, celebrado por Bandeira e Odylo Costa Filho, é detentor de uma obra que precisa ser conhecida no país, como assinala Luiza Fenudi, na apresentação à breve antologia de Dobal.

Na poesia brasileira inédita, a Revista insiste na inclusão e na polifonia, de Adriana Montenegro a Ronaldo Lima Lins, de Delmo Montenegro a Ricardo Aleixo. Entre documento e monumento, a demanda de que se reveste a seção.

A parte relativa à poesia sueca foi organizada por Márcia Schuback, de modo original, ao realizar, na república das letras, um pacto federativo entre poesia, filosofia e tradução, como se observa no texto “Poesia sueca: poética do quase ser”. A ela coube igualmente a organização de duas antologias: a da poesia moderna da Suécia, apresentada por Karl-Erik Schollhammer; e a da poesia brasileira traduzida para o sueco, onde presta homenagem aos tradutores que abriram o diálogo entre nossos países.

Algumas surpresas para o leitor brasileiro, como Strindberg, Lars Gustafsson, Katarina Frostenson e Ana Jäderlund, da alta para a baixa modernidade.

O texto de Valéry sobre Swedenborg dá bem a temperatura e a universalidade de uma poética rigorosa e transcendente, como a que realizou o autor de O livro dos sonhos.

No âmbito do diálogo cultural, a tradução de Pessoa e de poetas brasileiros é também uma homenagem aos amigos da cultura brasileira, como Arne Lundgreen, Hans Ruin, Marianne Eyre, Örjan Sjögren, Stefan Helgesson, Tobias Berggren.

Nossos agradecimentos a Márcia Schuback, Halan Silva e ao Setor de Iconografia da Fundação Biblioteca Nacional.

Marco Lucchesi

(texto da apresentação)

Características (título)

Ano de publicação: 
2006

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