Revista do Livro da Biblioteca Nacional, ano 15, n. 49 – Literatura

“Este é um ano de importantes celebrações. Comemoramos, em 2008, os 200 anos de criação da Impressão Régia, quando os primeiros livros começaram a ser impressos no Brasil depois de três séculos de proibição. Festejamos também os cem anos de nascimento de Guimarães Rosa, e não faltarão homenagens a outro dos nossos maiores escritores, Machado de Assis, na passagem do centenário de sua morte.

A Revista do Livro, particularmente, está festejando nesta edição um outro centenário que não podia passar despercebido. Em 1908, há cem anos portanto, produziu-se no Brasil o primeiro filme de ficção, O guarany, inspirado em obra de autor brasileiro. Estreou no Cinema Rio Branco, do Rio de Janeiro, no dia 24 de agosto daquele ano.

O primeiro O guarany não era cinema da forma como o entendemos hoje. Mas era cinema. Fazia parte de um gênero batizado pela imprensa de "falante e cantante", que incluía músicos e atores atuando atrás da tela para sonorizar o espetáculo, conforme nos informa, do alto de seu cabedal, o cineasta e pesquisador Jurandyr Noronha. Ê de sua autoria o artigo que abre o dossiê Cinema & Literatura, que preparamos para este número. Aos 92 anos, Jurandyr Noronha é um arquivo vivo do nosso passado cinematográfico. Seu artigo traz informações valiosas e até capazes de surpreender o leitor pouco familiarizado com a história do cinema no Brasil. Por exemplo: no tempo em que os filmes ainda não tinham som, o mesmo romance de José de Alencar, que canta o amor de Peri e Ceei, foi filmado nada menos que oito vezes.”

Jurandyr Noronha

(texto da apresentação)

Características (título)

Ano de publicação: 
2007

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Revista do Livro

Lançada em 1956 pelo antigo Instituto Nacional do Livro, a Revista do Livro da Biblioteca Nacional contou com nomes expressivos como Carlos Drummond de Andrade, Alexandre Eulálio e Augusto Meyer e continua um importante espaço do pensamento bibliológico, biblioteconômico e bibliográfico brasileiro.