Revista do Livro da Biblioteca Nacional, ano 15, n. 47

“A definição do especialista francês Michel Melot - livro é o que reside entre duas capas - é feliz por implicar as idéias de materialidade e permanência do saber, assim como a de um limite, que marca simbolicamente o sentido. Mas a "residência" omite o que acontece virtual ou realmente entre as capas, ou seja, a leitura. Esta última é o processo que há séculos vem constituindo a cidadania e construindo a imagem do homem desenhado pelo humanismo.

A Fundação Biblioteca Nacional retoma sua Revista do Livro no momento em que se concretizam as condições para o cumprimento do artigo I da Lei do Livro, que prevê "assegurar ao cidadão o pleno exercício do direito de acesso e uso do livro". Neste sentido, acaba de implantar 404 novas bibliotecas públicas em várias regiões do Brasil e se junta aos esforços do Ministério da Cultura, no âmbito do Programa Livro Aberto, para zerar o número de municípios sem bibliotecas públicas no país. Ao mesmo tempo, MINC e MEC oficializam o primeiro Plano Nacional do Livro e da Leitura.

É de fato um sonho de realização a curto prazo fazer com que toda cidade brasileira disponha de um espaço com um mínimo de dois mil livros e os equipamentos necessários para atendimento ao público. E não como mero circunstancial de governo, mas efeito de uma política de Estado debruçada sobre o livro e a leitura. Este oportuno número da Revista do Livro vem problematizar questões pertinentes a este campo.”

Muniz Sodré

Presidente da Fundação Biblioteca Nacional

(texto da apresentação)

Características (título)

Ano de publicação: 
2006

Rótulos

Revistas e Periódicos

Revista do Livro

Lançada em 1956 pelo antigo Instituto Nacional do Livro, a Revista do Livro da Biblioteca Nacional contou com nomes expressivos como Carlos Drummond de Andrade, Alexandre Eulálio e Augusto Meyer e continua um importante espaço do pensamento bibliológico, biblioteconômico e bibliográfico brasileiro.