"A oitava maravilha do mundo"

quinta-feira, 14 de maio de 2020.
Notícia
Linotipo, Mergenthaler, impressão, 1886
Em 11 de maio de 1854, nasceu na Alemanha o inventor Ottmar Mergenthaler, a quem devemos a linotipo, máquina que propiciou um grande avanço na tecnologia da impressão no final do século XIX. Pela invenção, alguns o chamaram de “o segundo Gutenberg”.

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Anúncio da Mergenthaler Linotype Company
Anúncio da Mergenthaler Linotype Company

Na juventude, Mergenthaler foi aprendiz do relojoeiro Sr. Hahl por quatro anos. Em 1872, imigrou para os Estados Unidos, onde trabalhou com August Hahl (filho de seu mestre), fabricante de instrumentos científicos em Washington. Naquela cidade, pôde ter contato diário com inventores de diversos lugares, construindo os modelos que deveriam acompanhar os pedidos de patente.

Em 1876, estabelecido em Baltimore, Mergenthaler começou a dedicar-se às máquinas de escrever e reproduzir textos a partir de um invento de Charles T. Moore, modelo que procurou aperfeiçoar mas não obteve resultados satisfatórios. Durante anos, Mergenthaler dedicou-se à invenção e aperfeiçoamento de máquinas destinadas a esse fim, até que em 1884 inventou a linotipia e a primeira máquina linotipo, chamada Linotype Blower. Foi utilizada comercialmente pela primeira vez para compor parte da edição do jornal The New York Tribune do dia 3 de julho de 1886.

Para visualizar o funcionamento da máquina, sugerimos o vídeo “La linotype en action”, , disponível no canal do Musée de l'imprimerie et de la communication graphique (França).

Segundo Emanuel Araújo, autor da obra “A construção do livro” (edição publicada no Rio de Janeiro pela Lexikon Editora Digital, em 2008), esse sistema apresentava algumas limitações em relação à variação de caracteres, adaptação a diagramações complexas, espaçamento de entrelinhas e correção de texto. Há de se mencionar que a mecanização da composição tipográfica fez com que muitos compositores manuais migrassem para o ofício de compositor mecânico, o linotipista, cuja produção podia atingir a de oito daqueles profissionais.
A linotipo foi um invento de sucesso, que possibilitou o alargamento da produção gráfica e foi o principal meio de composição tipográfica até meados do século XX, quando entraram em cena os processos de fotocomposição e, atualmente, a composição com fontes digitais.