Dia Mundial da Higiene das Mãos

terça-feira, 5 de maio de 2020.
Notícia
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O dia 5 de maio foi escolhido pela Organização Mundial da Saúde como referência para campanhas de higiene, em especial, das mãos. Sim. Lavar as mãos salva vidas e, ainda nos dias de hoje, precisam ser feitas campanhas para que todos se conscientizem da importância dessa ação.

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Sabonete Sanitário - O Malho
Sabonete Sanitário - O Malho

Na página da regional da OMS, há uma história de que um médico, Dr. Ignaz Semmelweis, em 1847, ao perceber que as crianças morriam menos ao nascer quando vindas ao mundo pelas mãos limpas das parteiras e não pelas mãos sujas e ensanguentadas dos médicos da época, ficou intrigado e saiu correndo pelas ruas gritando "lavem as mãos, lavem as mãos".

Seja a história lenda ou verdade, o fato é que sabemos de longa data que a higiene do corpo e das mãos, com sabão e água limpa, é essencial não só por questões sociais ligadas à aparência, mas também como prevenção às inúmeras enfermidades existentes como cólera, gastroenterites em adultos e crianças, alguns tipos de hepatite, e gripes atuais causadas pelo vírus H1N1 e pelo recém descoberto Covid-19, dentre outros casos infecciosos.

Em uma breve pesquisa em nossa Hemeroteca Digital, podemos encontrar vários exemplos de produtos de higiene, como sabonetes e loções, produtos fundamentais na prevenção aquelas doenças citadas. Em 1910, por exemplo, são inúmeros os anúncios de sabonetes para a pele de adultos e crianças, dos quais citamos: o Sabonete Sanitário (O Malho), que assegurava suavidade para ele de adultos e crianças, o Sabonete de Reuter (Careta), que prometia milagres de rejuvenescimento, Sabonete Idealina (Tico Tico), um dos prêmios semanais de concursos promovidos ela revista.

Em reportagem da revista Manchete, de 1997, o médico, Dr. Leopoldo Arraes, chamava a atenção para o perigo de uma criança levar as mãos sujas à boca: a diarreia infantil. Naquele ano estimava-se que entre 1,5 a 1,8 milhões de crianças morriam dessa doença em toda a América Latina.

Entretanto, esse cuidado nem sempre depende do indivíduo: a execução correta de sua higiene pessoal, mesmo que seja apenas a das mãos, depende de fatores sociais como a existência de rede de saneamento básico e esgoto tratado ao acesso de todas as moradias, seja no campo ou na cidade. Isso é visível em cada favela e comunidade carente do país. E não é de agora: um exemplo da Manchete de 1953, apresentava a chamada Favela do Esqueleto, onde doenças se proliferavam pela falta de políticas públicas que oferecessem condições de vida digna aquelas famílias

Hoje, nesse Dia Mundial da Higiene das Mãos, o apelo é para que todos lavem bem as suas mãos, com água e sabão, por aproximadamente vinte segundos. Na falta desses, recomenda-se o uso de álcool em gel, com concentração a 70%. Entre nessa campanha, proteja sua vida e de sua família contra o Covid-19, e outras enfermidades.

(Raquel França dos Santos Ferreira)