And the Oscar goes to...

segunda-feira, 11 de maio de 2020.
Notícia
cinema, Hollywood, Oscar, Greta Garbo, 1851, Fundação Biblioteca nacional
Para os amantes da sétima arte, a famosa frase “and the Oscar goes to” desperta inúmeras lembranças, memórias afetivas que se misturam entre a sensação de justiça feita àquela cena que tanto os emocionou ou o sentimento de compaixão pela atriz favorita que voltou da premiação sem a cobiçada estatueta. Já, para cinéfilos e críticos de cinema, as nomeações e premiações são analisadas de forma menos apaixonada, pois devem ser consideradas com base no perfil dos membros da Academia, suas predileções e o contexto político e social do momento, que aliás cada vez mais vem dando o tom das grandes premiações da indústria cinematográfica internacional.

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Na imagem, vemos a atriz sueca, naturalizada norte-americana, Greta Garbo, eternizada pela enigmática fala “I want to be alone”.
Na imagem, vemos a atriz sueca, naturalizada norte-americana, Greta Garbo, eternizada pela enigmática fala “I want to be alone”.

Fundada em 11 de maio de 1927, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas constitui-se como marco referencial da indústria do cinema. Segundo a própria instituição, a Academia é a principal organização voltada ao cinema no mundo, formada por mais de 8.000 homens e mulheres dedicados ao ofício do cinema. A Academia é composta por um Conselho de Governadores, reunindo uma variedade de profissionais, que respondem por categorias artísticas e técnicas. O Conselho tem como finalidades estratégicas cuidar das finanças da organização, além de aprovar políticas de promoção e engajamento na corporação. Entre outros projetos liderados pela corporação, destacam-se aqueles voltados ao envolvimento do público com o mercado e a produção cinematográfica. Cursos, estágios profissionais, programas e workshops são alguns dos meios desenvolvidos pela Academia para a capacitação de pessoas que desejam ingressar na indústria ou aprimorar a carreira. 

A Academia propõe como uma das missões provocar a imaginação tanto dos profissionais que os cercam, quanto o público, ávido por histórias inspiradoras. “Conectamos o mundo por meio de filmes” revela a empresa. Tal premissa, ainda que esteja voltada a uma missão de abrangência universal, esbarra numa realidade que aponta algumas contradições presentes em seu discurso. A história da indústria cinematográfica norte-americana se constituiu ao longo de décadas sobre a representação de arquétipos humanos reconhecidamente ocidentais, cujas temáticas se inscrevem em narrativas predominantemente articuladas sob o ponto de vista da cultura do homem branco. Não à toa as últimas edições do Oscar vêm assumindo cada vez mais contornos políticos. Seja pela crítica ao escasso número de indicações de profissionais latinos e negros durante as premiações, seja pelo necessário reconhecimento da participação mais efetiva de mulheres, principalmente em cargos técnicos (edição, efeitos visuais, mixagem de som etc.), bem como à frente da direção dos filmes.

Para além das disputas políticas, que colocam em pauta a importância de uma indústria comprometida com medidas que garantam a diversidade étnica e cultural, a Academia prossegue com projetos de alcance mundial. Está prevista para dezembro deste ano a inauguração do Museu da Academia. O museu, localizado na cidade de Los Angeles, é considerado como “a principal instituição do mundo” dedicada à arte e ciência do cinema.  De caráter experimental e, ao mesmo tempo, educativo, o museu tem como proposta oferecer de forma dinâmica uma verdadeira imersão no mundo cinematográfico de Hollywood.

Na imagem, vemos a atriz sueca, naturalizada norte-americana, Greta Garbo, eternizada pela enigmática fala “I want to be alone”. Garbo fez parte da denominada geração áurea de Hollywood. A atmosfera idílica e glamourosa dos idos do cinema hollywoodiano era estampada nas telas e capas de revista como no periódico quinzenal Hollywood, publicação ilustrada e especializada em notícias e curiosidades do mundo do cinema.

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