Mate e futebol, mistura perfeita!

sexta-feira, 10 de abril de 2020.
Notícia
Futebol
Em tempos de quarentena, duas coisas estão fazendo falta ao carioca: ir à praia e aos estádios de futebol. Mas quem disse que não podemos conhecer um pouco mais da história de hábitos como esses, tão enraizados na cultura brasileira? Pensando nisso – e também no calor dos últimos dias –, destacamos hoje duas páginas do Anuário Esportivo Brasileiro, de 1950.

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Jogadores do C. R. do Flamengo, bebendo mate no intervalo do treino
Jogadores do C. R. do Flamengo, bebendo mate no intervalo do treino

edição trata da Copa do Mundo abocanhada pelos uruguaios.  O que queremos destacar é outra coisa, mais ligada à carioquice praiana: a introdução da cultura do mate gelado nas areias e ruas do Rio de Janeiro.

Poucos sabem, mas foi através de intensa campanha de empresas ervateiras do Sul do Brasil na midia que o hábito de se consumir o mate criou raízes na então capital. Para isso, claro, no calor, teve que se fazer uma adaptação: no lugar do chimarrão, entrava em cena o mate tostado, adoçado e gelado, com um toque caprichado de limão.

Mas, talvez, a façanha no marketing do novo produto tenha sido sua aproximação com o futebol, paixão nacional por excelência. Recomendações de médicos sobre o quanto o mate fazia bem à saúde para atletas e público em geral eram ok, mas nada como uma foto de Flávio Costa, técnico da seleção canarinho, tomando mate junto a um sedento escrete do Flamengo, na época em que treinava o rubro-negro carioca. Restava ainda a mística (e o que seria do futebol sem ela?): se os campeões uruguaios bebiam o mate, funcionaria o antídoto a nosso favor? O resultado se vê até hoje, do Leme ao Pontal: o mate pode ter nascido no Sul, mas tem lugar cativo no coração carioca.