Louis Pasteur, um químico francês que mudou a forma como se combatiam as doenças

quinta-feira, 9 de abril de 2020.
Notícia
Louis Pasteur
Louis Pasteur (1822-1895) foi um químico francês que mudou a forma como se combatiam as doenças. Suas descobertas científicas tiveram um impacto enorme na medicina e deram início ao desenvolvimento do campo da microbiologia

O estudo das doenças repousava na descrição dos sintomas próprios a cada doença. As causas delas, até o advento da revolucionária teoria germinal das doenças infecciosas, desenvolvida por Pasteur, eram atribuídas ao clima, aos desregramentos alimentares, sexuais ou emotivos, ou aos miasmas. Antes de Pasteur, acreditava-se que os seres vivos poderiam surgir a partir de matéria inanimada, a teoria da geração espontânea. Pasteur realizou experimentos que derrubaram esta teoria. Segundo ele, a maioria das doenças é causada por bactérias ou microrganismos. Pasteur identificou bactérias e vírus responsáveis por várias doenças infecciosas e desenvolveu métodos para combatê-las. Descobriu que o agente transmissor da raiva era um vírus e criou uma vacina.

A partir de seus estudos, desenvolveu métodos que evitavam a propagação das doenças, estabelecendo noções de esterilização e assepsia que tiveram consequências na prevenção de contaminações em cirurgias e na prática médica em geral. Um desenvolvimento deste princípio foi a Pasteurização, um método que até hoje é usado para a multiplicação de microrganismos.

O trabalho de Pasteur para o tratamento da raiva foi apresentado na Academia de Ciências Francesa em 1886 e foi convidado a criar um centro de produção de vacina antirrábica. A partir daí foi idealizado o Instituto Pasteur, que deveria ser um centro de tratamento da raiva e de doenças infecciosas.

A xilogravura que ilustra este post pertence à coleção Thereza Christina, doada pelo imperador D. Pedro II à Biblioteca Nacional. Pasteur e o Imperador se conheceram por ocasião de sua viagem à França , em 1877. O Imperador chegou a convidá-lo ao Brasil a fim de auxiliar nos estudos do combate à febre amarela, que assolava o país. Pasteur recusou o convite alegando sua idade avançada e as sequelas de um derrame que o havia deixado manco. Mesmo assim, o Imperador ajudou financeiramente com a criação do Instituto Pasteur e recebeu, como agradecimento, um busto em bronze, exposto até hoje na sede do Instituto.