Joaquim Nabuco e o abolicionismo

segunda-feira, 27 de abril de 2020.
Notícia
Joaquim Nabuco, abolição, Abolicionista, Fundação Biblioteca nacional
Em carta escrita em Londres em 16 de novembro de 1822, endereçada ao médico e deputado cearense Domingos José Nogueira Jaguaribe Filho, Joaquim Nabuco fala sobre o projeto abolicionista e da escassez de recursos financeiros que impedia a publicação de obras e traduções relativas à causa pelo fim da escravidão no Brasil.

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Na carta, Joaquim Nabuco fala sobre o projeto abolicionista
Na carta, Joaquim Nabuco fala sobre o projeto abolicionista

A carta é parte da Coleção Jaguaribe, doada pelo médico e deputado cearense Domingos José Nogueira Jaguaribe Filho à Biblioteca Nacional em 1919, que conta com documentos referentes à sociedade imperial do Segundo Reinado.

Joaquim Nabuco teve uma participação de extrema importância no movimento abolicionista brasileiro, que resultou na assinatura da Lei Áurea em 1888. Como deputado, atuou fortemente em favor da Abolição da Escravatura.

Na divisão de Obras Raras da Biblioteca Nacional, o movimento abolicionista aparece em outras obras de Joaquim Nabuco, como “O eclypse do abolicionismo”.

Segundo a professora Angela Alonso, da Biblioteca Brasiliana Mindlin, foi o segundo panfleto da série de quatro que Nabuco redigiu em 1886 contra o governo Cotegipe. Publicado em março, como parte da Propaganda Liberal - série para o povo, traz, como os demais, um Registro Político, com notícias abolicionistas em anexo. Aí Nabuco reputa a desorganização do movimento abolicionista depois da queda do gabinete de Souza Dantas como transitória, um “eclipse”, não um ocaso. Nessa conjuntura de maré baixa da movimentação abolicionista na sociedade e de governo contrário a medidas emancipacionistas, Nabuco volta a clamar pela intervenção do Imperador, para que faça a abolição a partir do alto.