Biblioteca Nacional recebe doação de 58 obras do artista plástico Marcos Duprat

segunda-feira, 7 de agosto de 2017.
Acervo
artes plásticas, doação, acervo, iconografia
Nesta sexta-feira, 4 de agosto, a Biblioteca Nacional (BN) recebeu doação de 58 peças do acervo do artista plástico Marcos Duprat. A seleção foi feita pelo próprio artista: “a seleção foi objeto de muita atenção e cuidado porque quis que ela refletisse os períodos de 40 anos de trabalho. Estou contente porque o resultado está satisfatório e duplamente feliz de ter o trabalho preservado na iconografia da BN”, diz.

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4 de agosto de 2017 - Helena Severo, presidente da Biblioteca Nacional, e o artista plástico Marcos Duprat, que doou 58 obras pessoais ao acervo da Biblioteca Nacional.
4 de agosto de 2017 - Helena Severo, presidente da Biblioteca Nacional, e o artista plástico Marcos Duprat, que doou 58 obras pessoais ao acervo da Biblioteca Nacional.

Os trabalhos de Marcos Duprat deixam transparecer traços dos países onde viveu em função da carreira diplomática. “Morei quase 10 anos da Ásia, sete na Europa e quatro nos Estados Unidos. Apesar de a espinha dorsal ser minha, sem dúvida as influências locais estão presentes”.

Ele explica que seu trabalho é basicamente sobre cor e luz, que começa com figura e interior, progredindo para paisagens – que nos últimos anos têm sido sua inspiração. O artista explica que “são obras mais cromáticas, oníricas, com horizontes de cor, que no fundo são paisagens também”.

Para a presidente da BN, Helena Severo, considerando a relevância de Marcos Duprat como artista plástico, o gesto de doar parte de seu acervo pessoal é bastante revelador de seu espírito público: “ressalte-se que este acervo deverá, em breve, ser digitalizado e disponibilizado para consulta através da BNDigital”.

Duprat diz que resolveu doar suas obras para a Biblioteca Nacional por ela ser, provavelmente, a instituição cultural histórica de maior significado no pais. O desejo de preservação também contou para sua decisão: “creio que estamos vivendo momento significativo de mudança histórica e cultural, com o advento da tecnologia da informação e a proliferação de imagens, que provoca um distanciamento entre o espectador e o trabalho real, original.  A imagem divulgada a tantas pessoas parte de uma coisa original, feita pela mão e não pela máquina. Neste contexto, é difícil para o artista que trabalha com métodos clássicos, como é o meu caso – utilizando desenho, óleo, pastel, lápis e crayon –, a preservação de trabalhos sobre papel.

Com tantos trabalhos feitos, Marcos Duprat ainda não parou. Tem projetos para o próximo ano em São Paulo, para o qual prevê trabalhar em novo estilo. “Considerando que há tantas obras no mundo, temos que ser mais modestos em relação aos formatos. Nos anos 80, houve uma predileção por tamanhos muito grandes, mas agora há mesmo um interesse do público por formatos menores, que também revelam muito e não são tão impactantes, mas têm muita força”. Ele lembra de artistas que demonstram essa força do trabalho menor, como Arthur Luiz Piza, que faleceu recentemente, com seus trabalhos que são, ao mesmo tempo, delicados e fortes. 

Marcos Duprat, artista plástico, e Monica Carneiro Alves, chefe do Acervo de Iconografia.
4 de agosto de 2017 - O artista plástico Marcos Duprat doa 58 obras de seu acervo pessoal para a Biblioteca Nacional.
4 de agosto de 2017 - Obra do artista plástico Marcos Duprat doada à Biblioteca Nacional.
4 de agosto de 2017 - O artista plástico Marcos Duprat doa 58 obras de seu acervo pessoal para a Biblioteca Nacional.
4 de agosto de 2017 - Obra do artista plástico Marcos Duprat doada à Biblioteca Nacional.
4 de agosto de 2017 - Obra do artista plástico Marcos Duprat doada à Biblioteca Nacional.
4 de agosto de 2017 - Marcos Duprat, artista plástico, e Monica Carneiro Alves, chefe do Acervo de Iconografia.