A Biblioteca Nacional relembra Bárbara de Alencar no Dia Internacional da Mulher

quarta-feira, 8 de março de 2017.
Homenagem
dia internacional da mulher
Em 1817 estourou a Revolução Pernambucana, levante que reuniu a elite local contra o Regime Imperial, que impunham pesado sacrifício aos estados pelo pagamento de impostos elevados à corte. O movimento teve importante influência de ideais iluministas, trazidos então por visitantes estrangeiros que chegavam com frequência em Recife, um dos mais importantes portos brasileiros.

O movimento encontrou adesão em outros estados nordestinos. No Ceará, mais especificamente na cidade de Crato, o destaque foi a participação de Bárbara Pereira de Alencar (1760-1832) e de seus filhos, Tristão Gonçalves de Alencar Araripe e José Martiniano Pereira de Alencar.

Embora o levante tenha sido sufocado naquela região pelo Capitão-mor, José Pereira Filgueiras, que prendeu os insurgentes, o nome de Bárbara de Alencar foi perpetuado na memória do país: é considerada a primeira presa política da história do país, pelo período em que esteve detida na fortaleza de Nossa Senhora do Assunção, e heroína cearense. Anistiada, envolveu-se mais tarde com a Confederação do Equador – movimento de inspiração republicana. Seu nome foi indicado, ainda, para integrar o Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves (veja referência), que homenageia grandes personalidades da história brasileira.

Nesta semana em que se celebra o Dia Internacional da Mulher, a Biblioteca Nacional relembra a história de Bárbara de Alencar, cuja atuação trouxe à cena temas pioneiros e cruciais para a história do Brasil – como a luta pelo fim do império, proclamação da república e abolição da escravatura –, e que será em breve homenageada com exposição exclusiva sobre seu legado.