O Manuscrito Grego da Fundação Biblioteca Nacional, Crítica Textual e Práticas de Edição de Texto

terça-feira, 12 de agosto de 2014.
Notícia
manuscrito grego
Doado para a Fundação Biblioteca Nacional por João Pandiá Calógeras em 1912, o Manuscrito Grego é o mais antigo na América Latina e do acervo da Instituição. O documento tem hipótese de datação dos séculos XII-XIII. A obra consiste nos quatro evangelhos do Novo Testamento grego.

Por iniciativa do intelectual norte-americano, Bruce Metzger, em 1952, o manuscrito foi microfilmado e uma cópia lhe foi cedida, na ocasião, pela Biblioteca Nacional. Já a numeração 2437, foi atribuída pelo teólogo alemão Kurt Aland em 1953.

Restaurado em 1996 pela Biblioteca Nacional, o códice é composto por uma série de fascículos costurados em pergaminho. Através da codicologia e paleografia, foi possível datar o documento e perceber os estilos da época em que o manuscrito grego foi reproduzido. A princípio, imaginava-se que o códice teria sido redigido no século XI.

Ainda em 1996, o professor da Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Jacyntho Lins Brandão, após análise do manuscrito, em visita à Biblioteca Nacional,  deu início ao projeto sobre o documento, propondo a edição dos evangelhos.

A Fundação Biblioteca Nacional sedia o seminário: “O Manuscrito Grego da Biblioteca Nacional, Crítica Textual e Práticas de Edição de Texto”, contando com mesas-redondas, palestras, minicursos e conferências, entre os dias 13 e 15 desse mês. O evento é organizado pela professora Maria Olívia de Quadros Saraiva, bolsista pelo Programa de Apoio a Pesquisadores Residentes (PNAP-R), vinculada à Coordenação de Pesquisa e Editoração da FBN, e conta com a presença do professor Jacyntho Lins Brandão e do professor César Nardelli Cambraia, dentre outros especialistas em crítica textual no Brasil.